Tudo sobre a Agricultura Biológica
Terça-feira, 08.05.12

Um grupo de alunas do 1.º ciclo da licenciatura em Ciências da Educação, da Universiade da Madeira (UMa) promoveu, esta tarde, um debate sobre "Os desafios da Agricultura Biológica".

A iniciativa, no âmbito da unidade curricular de 'Educação Ambiental e Sustentabilidade', ministrada por Hélder Spínola, contou com a participação de dois testemunhos externos à Academia. Foram oradores a engenheira Guida Henriques, agricultora em modo de produção biológica e José Carlos Marques, técnico da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais (SRARN).

Refira-se que a UMa tem um curso específico de agricultura biológica com quem os serviços da SRARN estão articulados.

"Agricultura Biológica, a solução mais lógica para os desafios actuais" foi o tema desenvolvido por José Carlos Marques para quem ainda é possível baixar os custos de produção biológica.

"Vou apresentar um estudo [de um instituto norte-americano] que prova que a agricultura biológica pode ter custos de produção mais baixos", disse. Tudo depende da gestão de recursos.

João Carlos Marques acredita que o caminho da produção biológica está em ascenção até porque os produtos químicos fertilizantes estão cada vez mais caros porque associados ao preço do petróleo. Usar as leguminosas (como as favas e as ervilhas) como fertilizantes é a alternativa.

Por seu turno, Guida Henriques, responsável pela unidade de produção biológica 'Quinta do Mitra' disse que a produção biológica está em crescendo na Madeira. No último ano cresceu entre 20 a 30% mas tudo depende da lei da oferta e da procura. "Precisamos de um 'empurrão' ainda maior", reconheceu.

Guida Henriques desmistificou a ideia de que é possível fazer agricultura biológica em espaços exíguos como aqueles que a autarquia funchalense tem disponibilizado (hortas urbanas). É que, "para fazer agricultura biológica é preciso ter mais conhecimentos", referiu. Por exemplo, no combate às pragas mas também na escolha certa da rotação de culturas para o mesmo terreno, na criação de equilíbrios ambientais, na calagem do solo e na construção certa da estrutura dos solos. Para esta especialista em agricultura biológica, a lógica é preventiva e não curativa.

Guida Henriques convida os consumidores a descobrir a diferença, de sabor, de duração e de aroma entre um produto biológico e outro convencional. E desafia os agricultores a mudarem-se para a produção biológica.

Tal como José Carlos Marques, na óptica do preço final, Guida Henriques acredita que ainda é possível baixar os preços dos produtos biológicos. Tudo depende da concorrência.

"Desde que haja produção pode-se baixar imenso. Dou-lhe um exemplo, neste momento vendo o feijão verde [biológico] a 3 euros e meio ao quilo, se houver mais produtores a fazer o mesmo que eu talvez baixemos para dois euros", rematou.

fonte:http://www.dnoticias.pt

publicado por adm às 23:28 | link do post | comentar | favorito
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