Tudo sobre a Agricultura Biológica
Segunda-feira, 30.05.11

Visualmente, é difícil saber qual produto é orgânico, por isso o Ministério da Agricultura quer incentivar o cadastramento dos agricultores e facilitar a identificação por meio da divulgação dos selos e licenças

 

Até o dia 5 de junho, será realizada em todo o país a 7ª Semana dos Alimentos Orgânicos. De acordo com especialistas, esses produtos trazem muitos benefícios à nossa saúde e ao meio ambiente. Além de reduzir o aquecimento global e economizar energia, eles contêm mais nutrientes e estão livres de substâncias químicas.

A campanha deste ano visa alertar sobre as formas de identificação do alimento orgânico: o selo brasileiro oficial e a declaração de cadastro do agricultor familiar. Hoje, são cerca de 9.700 produtores orgânicos cadastrados no Ministério da Agricultura. Muitos agricultores familiares, certificadoras e sistemas participativos de garantia ainda estão em fase de credenciamento. 

Já que não são utilizados agrotóxicos, a proteção das plantações é feita por meio de barreiras vegetais. “A gente tem a flor de mel, que é um grande repelente e funciona como barreira. Além do mais, insetos que são inimigos naturais se reproduzem lá e vêm fazer o controle de pragas”, explica o engenheiro agrônomo Júlio Mesquita (foto 2).

Outro diferencial é a proteção do solo com cobertura morta. “E a utilização da cama de galinha do aviário para se fazer com custo e utilizar como adubação orgânica. Então esse equilíbrio do sistema faz com que as pragas diminuam”, diz.

Ele alerta que não há como identificar, visualmente, um produto orgânico de um não-orgânico. “A galinha você identifica por não ser uma galinha de granja. Na granja, ela é alimentada com ração balanceada, com muito antibiótico. E a orgânica come milho, come o resto da horta que não é comercializado nem aproveitado pelo agricultor. Se alimentando desse resíduo, a galinha demora mais tempo para o seu crescimento. Mas em compensação ela é mais saudável, mais natural”, diz.

Pernambuco tem, hoje, cerca de 400 produtores de orgânicos cadastrados. “A agricultura orgânica tem que ser levada a sério. Por isso que esse número não tem crescido tanto, como tem crescido a demanda. Queremos aproveitar para dizer que o IPA dá informações de como novos agricultores podem se cadastrar no Ministério da Agricultura”, diz o presidente do IPA, Júlio Zoé de Britto (foto 3).

Segundo Júlio Zoé, no Estado, há cerca de 25 feiras orgânicas – 16 delas na Região Metropolitana. “A maior, talvez, seja a da Ceasa, que ocorre nas quartas-feiras, que é bem expressiva. É muito importante que as pessoas tomem consciência, no sentido de valorizar o produto que lhe traz nutrição e saúde”, diz.

Nos supermercados, os produtos são identificados por selos. No caso das feiras, não há o selo, mas o consumidor pode procurar pelo certificado do agricultor, para saber se, de fato, ele vende alimento orgânico. “Em cada banca tem a identificação dele, o nome da propriedade e o nome da licença que ele teve do Ministério para produzir orgânicos. E é orientado por nós”, afirma Júlio.

Hoje, os produtos orgânicos são 20% mais caros que os comuns. Segundo Júlio Zoé de Britto, o preço é um estímulo para que o agricultor produza. “O preço precisa aumentar, para que o agricultor seja mais motivado, para que nós possamos encontrar mais. Temos que remunerar bem nosso agricultor familiar”, diz.

fonte:http://pe360graus.globo.com/

publicado por adm às 22:29 | link do post | comentar | favorito
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