Tudo sobre a Agricultura Biológica
Domingo, 29.05.11

A possibilidade de se poder fazer agricultura, nomeadamente biológica, no interior do país está a atrair novas pessoas a este território. s novos povoadores

A FIXAÇÃO de pessoas no interior do país está a ganhar terreno e a região de Castelo Branco está a ser um caso ímpar nesta matéria. São identificados como “os novos rurais” estes urbanos que se instalam no campo à procura de um novo estilo de vida saudável, porque querem investir na agricultura (essencialmente biológica) ou criar um projecto turístico. Estes são os principais motivos apontados pelos novos rurais num estudo que está a ser desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa na região da Beira Interior Sul. O trabalho de campo contemplou a realização de entrevistas presenciais e por telefone a dois grupos de novos rurais: os novos rurais beirões e os não beirões, ou seja, aqueles que têm ligações familiares ou outras com esta zona e os que não possuíam qualquer ligação.

Foram, também, entrevistados agricultores biológicos antigos residentes na Região visando compará-los com os novos rurais. “Foram 12 os entrevistados mas há muitos mais na Beira Interior Sul. Pretendemos ainda este ano candidatar-nos a fundos nacionais ou da União Europeia para estudar com mais profundidade os novos rurais”, garante a investigadora Maria Nazaré Roca. Os seis novos rurais beirões entrevistados pelos investigadores são reformados com mais de 60 anos, sem filhos a viver consigo nas explorações e que se dedicam à agricultura a tempo completo, por uma questão de aproveitamento de subsídios ou porque já possuíam terreno. Os outros seis novos beirões identificados no estudo, têm todos entre 30 a 50 anos, grande parte deles tem consigo os filhos com menos de 25 anos, possuem ensino superior, praticam a agricultura biológica a tempo completo ou a tempo parcial, dedicam-se ao turismo rural, da natureza e ainda ao artesanato e metade dos cônjuges pratica a agricultura biológica. Têm por isso uma maior consciência ambiental. Três deles lamentam a falta de apoio local e a pouca receptividade por parte da população local. A equipa apurou ainda que os agricultores biológicos, antigos residentes na Região, têm idades entre os 40 e os 50 anos, possuem o ensino básico e secundário, residem na propriedade agrícola, têm experiência na agricultura a que se dedicam a tempo completo.

fonte:http://www.jornaldofundao.pt/

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