Tudo sobre a Agricultura Biológica
Domingo, 07.10.12
Entre 1994 e 2011, o número de pessoas que estão a produzir de forma biológica cresceu de 234 para quase 6000. Volume de negócios do sector já ronda os 20 milhões de euros por ano

A agricultura biológica ocupou, no ano passado, quase 220 mil hectares de terra em Portugal, o valor mais alto desde 2007. E o número de produtores dedicados a produzir alimentos ou pastagens neste modo de produção disparou de uns escassos 234 em 1994 para 5938 no ano passado, o número mais elevado dos últimos 17 anos. 

De acordo com dados fornecidos ao PÚBLICO pelo Ministério da Agricultura, em termos globais a área já representa 5,5% da superfície agrícola utilizada, "situando-se um pouco acima da média europeia". As estimativas do sector, citadas pelo gabinete de Assunção Cristas, apontam para um volume de negócios que rondará os 20 a 22 milhões de euros, com taxas de crescimento de 20% ao ano.

Há 15 anos, o território ocupado pela produção biológica - que não recorre a pesticidas, adubos químicos de síntese ou organismos geneticamente modificados - pouco ultrapassava os 12 mil hectares. O crescimento foi contínuo até 2007, mas mudanças de política, que, segundo o ministério, "orientaram parte da produção para a produção integrada", travaram a evolução positiva e fizeram recuar o número de hectares. As quedas foram expressivas até 2009, mas a curva do crescimento voltou a romper no ano seguinte (ver quadro).

De nicho de mercado, a agricultura biológica espalhou-se à grande distribuição e generalizou-se nos formatos especializados, supermercados e mercados de rua. Mas ainda há muito por explorar. "Temos muito para fazer relativamente à produção para o mercado nacional e sobretudo nas exportações", diz Jaime Ferreira, presidente da direcção da Agrobio, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, que representa seis mil consumidores e produtores. Os portugueses procuram cada vez mais este tipo de produtos mas, para ganhar dimensão, são precisos "mais agricultores e área plantada" e acções de divulgação sobre os benefícios para a saúde destes alimentos, defende.

À Agrobio têm chegado pedidos de potenciais clientes estrangeiros que procuram grandes quantidades. Mas só os agricultores de grande dimensão "conseguem escala" para responder a essa necessidade. "Contam-se pelos dedos das mãos os produtores com capacidade de produção", lamenta Jaime Ferreira.

Mais procura externa

Na Quinta do Montalto, em Olival, concelho de Ourém, a intenção é chegar aos 100 mil quilos de uvas. Os 15,5 hectares de vinha são dedicados em exclusivo à produção de vinho biológico, com as marcas Vinha da Malhada e Cepa Pura a assumirem o rosto de um negócio que já vai na quinta geração. André Gomes Pereira espera vender este ano 90% da produção para o estrangeiro (mais 13% face a 2011), com destaque para Holanda - que absorve 20% das vendas -, Alemanha e Estados Unidos. 

"Começámos este movimento de encontrar clientes lá fora em 2007 e agora conhecemos bem o mercado", sintetiza André Gomes Pereira. Em Portugal, as vendas são residuais, mas, se pudesse, vendia todo o vinho no mercado interno. "Lá fora tem mais aceitação. Por cá, o vinho biológico tem uma carga negativa, no início foram vendidos produtos com defeito. Hoje já não é assim", diz ao PÚBLICO, por telefone. O Cepa Pura tinto da Quinta do Montalto foi distinguido na Alemanha entre mais de 4500 vinhos (biológicos e não biológicos) e ficou entre os 13 melhores. "O único português e à frente dos vinhos convencionais", acrescenta.

O mercado externo exige qualidade e tem poder de compra. Andreas Bernhard, que dirige a Risca Grande juntamente com a família Zehnder, começou a cultivar olival em 2002 numa propriedade de 92 hectares em Serpa. Toda a produção de azeite, cerca de 100 mil garrafas, é destinada à exportação. Suíça, Alemanha, Suécia e Japão absorvem o produto, considerado um dos melhores do mundo na sua categoria. "São mercados que têm muito poder de compra e conhecem a produção mundial muito bem. Em Portugal, não há poder de compra e no estrangeiro procuram coisas especiais", diz Andreas Bernhard. É pela qualidade que o azeite Risca Grande se quer distinguir entre gigantes.

Apesar da maioria dos produtores de agricultura biológica se dedicar à cultura do olival (representam 22% de um total de 1299), quase 60% da superfície ocupada com este tipo de produção destina-se a pastagens para alimentação animal. Segue-se a floresta (10%), o olival (8,4%) e as culturas forrageiras (prados). Na produção de carne, a evolução também tem sido positiva: em 2011, o número de animais cresceu de 58 mil para 242.359 e há 1240 produtores (mais 4% face a 2010). Contudo, Jaime Ferreira diz que há problemas para resolver. É difícil encontrar no mercado oferta suficiente, não só porque há "produtores dispersos", mas porque a centralização do abate dos animais dificulta o aumento da produção. "Na agricultura biológica, para haver certificação, o animal não pode entrar no mesmo circuito do abate convencional. Há muito poucos matadouros que façam abate de modo biológico e muita da carne [criada desta forma] acaba na produção convencional", explica.

A Agrobio aguarda pela reforma da Política Agrícola Comum (PAC) para que haja diferenciação nos apoios concedidos aos agricultores. Além disso, para fazer crescer o sector, "tem de haver uma aposta do próprio país", defende.

fonte:;http://economia.publico.pt/N

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Domingo, 30.09.12

Consumir alimentos livres de agrotóxicos ainda é um tabu na mesa do brasileiro. Além dos preços altos, que ainda pesam no orçamento, existe ainda o problema da falta de variedade dos produtos orgânicos pelos supermercados - que fazem a chamada venda pulverizada, uma vez que é preciso buscar um frango aqui, um hortifruti ali.


Como se não bastassem todas estas questões, ainda existe muita falta de informação. Os orgânicos são, de fato, mais saudáveis? Por quê? Fazem perder peso mais facilmente? Para responder estas e outras dúvidas, a reportagem do Terra ouviu a nutricionista funcional Flávia Cyfer e o idealizador da rede Organomix, Marcelo Schiaffino, para desvendar os mitos e esclarecer as verdades acerca dos alimentos produzidos sem agrotóxicos. Confira.

São mais caros?
Sim, são bem mais caros. Por serem produzidos em baixa escala e terem tempo de colheita superior aos plantados com produtos químicos que agilizam o crescimento e combatem as pragas, os alimentos orgânicos seguem a cadeia econômica clássica da lei da oferta e da procura. A baixa produção eleva os valores.

São mais saudáveis?
Muito mais saudáveis, uma vez que são colhidos sem a utilização de agrotóxicos, ou hormônios de crescimento (no caso de frangos e peixes, por exemplo). É um investimento que você faz em você, em função do alto preço, mas imagine também que, de forma indireta, pode estar economizando em remédio no futuro.

Ajudam o meio ambiente?
Ajudam, absolutamente, a forma de cultivo sustentável em relação ao meio-ambiente. Só pelo fato de não estar contaminando o solo com os produtos químicos, já valida a questão.

Todos fazem perder peso?
Uma coisa não tem a ver com outra. Por mais saudáveis que sejam, o emagrecimento vai depender de uma dieta balanceada, de preferência com orientação de um nutricionista.

Aumentam o risco de intoxicação alimentar?
De jeito nenhum. Não é por estar exposto a intempéries e eventuais pragas que vá causar essa intoxicação, uma vez que você não vai se alimentar de algo estragado. Além disso, os orgânicos são in natura, sem adição química, nem nada. Mito!

Podem ser consumidos sem lavar?
Não, eles têm a sujeira e os micro-organismos de praxe. Tem que lavar a desinfetar bem, como qualquer alimento que é levado à mesa.

Eles são colhidos prematuramente para evitar gastos?
Não, seguem uma cadeia de comércio como qualquer produto.

Podem ser consumidos crus?
Os alimentos vegetais podem. A única diferença é a vantagem de não ter agrotóxico.

fonte:http://saude.terra.com.br/


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O Partido pelos Animais e pela Natureza defende a promoção da agricultura biológica como forma de agricultura sustentável para a região. O cabeça de lista do PAN por São Miguel, salienta que, com a valorização da agricultura biológica, reduzem-se os efeitos nocivos das substâncias químicas para a saúde e para o ambiente.


Dinarte Pimentel frisa ainda a necessidade de o governo regional e as autarquias apostarem na formação para este tipo de agricultura, prestando apoio, tanto a nível técnico, como financeiro.

O cabeça de lista do PAN acrescentou ainda ser possível reduzir nas importações de fertilizantes para o arquipélago, através da compostagem.

Dinarte Pimentel que falava, esta quarta-feira aos jornalistas, no Mercado da Graça, em Ponta Delgada, defendeu ainda a criação de mecanismos que facilitem o arrendamento de terrenos abandonados.

fonte:http://www.radioatlantida.net/


publicado por adm às 17:56 | link do post | comentar | favorito

A Eco-Cartaxo está a organizar o seu 4º curso de agricultura biológica, cujas inscrições se encontram abertas até ao próximo dia 15 de Outubro pelo telefone 914 887 595, ou pelo e-mail ecocartaxo@sapo.pt.

Tal como nas edições anteriores, o curso, que tem uma duração total de 8 meses, terá duas aulas semanais, uma teórica e outra prática, em horário a combinar entre o formador e os participantes.

A frequência custa 10 euros para sócios da associação ambientalista e 15 para não sócios.

fonte:http://www.rederegional.com/
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A Cooperativa Agrícola de Penafiel criou uma secção dedicada apenas à agricultura biológica, para continuar o projecto que foi lançado nos últimos dois anos e que atinge agora uma dimensão de grande potencial. 
 O projecto de apoio à agricultura em modo biológico alcançou resultados que superaram todas as expectativas traçadas pelo Pelouro do Desenvolvimento Rural. Ao longo destes dois anos foi lançado um conjunto de medidas de incentivo que passaram pela formação, apoio ao nível da certificação de terras e apoio técnico em parceria com a Direcção Regional de Agricultura.
Desde o seu início em 2010 que no Concelho de Penafiel o número de produtores em modo biológico aumentou de 2 para 18, tendo triplicado a área de terra destinada à produção em modo Biológico. 
Devido ao número de produtores e área agrícola explorada em modo biológico, caberá a partir de agora à Cooperativa a gestão dos actuais e de novos projectos. Fazendo desta forma o acompanhamento e apoio uma vez que é a entidade que tem relação directa com a agricultura local e que tem vindo a encetar várias medidas para se modernizar e acompanhar os produtores do concelho e as suas necessidades.

fonte:;http://noticiaspenafiel.com/i

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Quarta-feira, 05.09.12

Produtos biológicos como fruta, vegetais, cereais, carne e leite não vão tornar as pessoas que os consomem mais saudáveis, já que têm níveis de nutrientes semelhantes aos alimentos produzidos pelo modo convencional. A maior diferença está na quantidade de pesticidas, conclui um estudo da Universidade de Stanford, Califórnia, publicado nesta terça-feira na revista Annals of Internal Medicine.

Na altura de escolher o que colocar no cesto das compras, não serão os benefícios das vitaminas e minerais na saúde que vão ajudar a decidir se leva produtos biológicos ou produtos convencionais. “Se tomarmos uma decisão baseada apenas na nossa saúde, não existem muitas diferenças” entre uns e outros, disse Dena Bravata, investigadora principal do estudo que comparou os principais nutrientes nos dois tipos de alimentos.

Para chegar a esta conclusão, a equipa de Dena Bravata analisou centenas de estudos científicos já publicados e identificou os 237 mais relevantes, incluindo 17 sobre as dietas alimentares de pessoas que consumiram alimentos biológicos e convencionais. A maioria dos estudos, 223, comparou os níveis de nutrientes, de bactérias, fungos ou a contaminação por pesticidas de vários produtos, nomeadamente frutas, vegetais, cereais, carne, leite e ovos. A duração dos estudos variou entre os dois dias e os dois anos.

O estudo de revisão da literatura científica existente – que, dizem os investigadores, é o mais completo até agora realizado sobre a questão – não encontrou provas significativas de que os alimentos biológicos são mais nutritivos ou acarretam menos riscos para a saúde do que as alternativas convencionais. Aliás, o fósforo foi o único nutriente encontrado em maiores quantidades nos produtos biológicos. A maior diferença foi detectada ao nível da exposição a pesticidas, mais reduzido nos produtos biológicos. 

Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, não ficou surpreendida com estas conclusões. “Já tenho lido artigos científicos que apontam nesse sentido”, ou seja, “no que diz respeito aos principais nutrientes, a diferença não é muito significativa", disse ao PÚBLICO. Além disso, existem muitos factores que afectam a composição nutricional dos alimentos, como a zona geográfica onde são produzidos e se o ano de colheita foi de seca, por exemplo.

O objectivo dos investigadores da Universidade de Stanford foi ajudar ao debate sobre os benefícios para saúde dos alimentos biológicos, uma questão que permanece em aberto. A equipa encontrou várias limitações ao seu trabalho, como a heterogeneidade dos estudos, baseados em diferentes métodos de teste e mesmo de agricultura biológica. Segundo a BBC, o estudo é criticado por ser inconclusivo. 

Na verdade, a ideia para a investigação surgiu depois de cada vez mais pacientes de Bravata – que além de investigadora também é médica – lhe perguntarem o que seria melhor para a sua saúde e de não haver uma resposta.

“Esta é uma pergunta recorrente durante as consultas ou ainda nos fóruns de discussão”, contou ao PÚBLICO Alexandra Bento. Ainda assim, a nutricionista e bastonária afirma que “nunca recomendaria um alimento biológico face a outro convencional”. Na sua opinião, na altura da compra é o consumidor quem decide. “Tudo depende do que para nós tem mais importância, se o preço ou se, por exemplo, formos mais sensíveis ao sabor”, uma questão que, para si, “não é de descurar”. 

Segundo Alexandra Bento, “é de incentivar a pequena horta para quem tem essa possibilidade”. “Se colher um tomate, ou uma alface ou laranja no estado de maturação ideal e se a consumir imediatamente, esse alimento terá uma riqueza nutricional máxima.”

Os cientistas norte-americanos quiseram dar mais informação às pessoas, não desencorajá-las a consumir produtos biológicos, explicam. “Se olharmos para lá dos benefícios na saúde, existem muitas outras razões para consumir alimentos orgânicos em lugar dos convencionais”, acrescentou Bravata, referindo benefícios ambientais e de bem-estar animal.

fonte:http://ecosfera.publico.clix.pt/

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Sábado, 30.06.12

A Madeira já tem de 252 hectares de área dedicada à agricultura biológica e 109 produtores, indicadores que representam 4,6 por cento da superfície agrícola da Madeira, indicaram hoje dados da Direcção Regional de Agricultura.

A subida deste tipo de prática agrícola representa uma subida exponencial de 28,5 por cento, quando comparada com o ano de 2010.

Segundo o director regional, Bernardo Araújo, "pese embora o temporal de 2010 tenha obrigado à redução de alguns hectares em produção biológica, em 2012, esses números já foram recuperados porque a Madeira continua a possuir condições favoráveis para este tipo de agricultura", explicou.

A principal razão prende-se com as potencialidades locais, "pela diversidade da fauna e flora existentes e, acima de tudo, porque algumas das formas tradicionais de produção são muito próximas da agricultura biológica", apontou.

Nestes últimos dois anos, o número de produtores aumentou 32,9 por cento e de acordo com o responsável este crescimento é consequência "da promoção de acções de divulgação e cursos de formação, que estimularam a procura de informação complementar e especifica que é facilitada aos potenciais produtores por intermédio da elaboração de planos de conversão".

Em 2011 foram realizadas 51 acções de divulgação para cerca de 1.900 participantes e em 2012, até Junho, já se realizaram 30 acções e quatro cursos com 1.600 participantes.

Bernardo Araújo revela que nos últimos dois anos "os serviços elaboraram cerca de 100 planos de conversão para novas explorações que poderão representar mais 140 hectares destinados à agricultura biológica".

O director regional da Agricultura lembra que "os apoios à produção biológica são também específicos, de que é exemplo a majoração de 10 por cento nas taxas de ajuda a fundo perdido, no âmbito dos projectos de modernização das explorações, em que a base de apoio é de 50 por cento e os projectos bio beneficiam de 60 por cento".

Segundo este responsável, o Programa de Desenvolvimento Rural garante apoios à participação dos agricultores em regimes de qualidade dos alimentos, ressarcindo os produtores pelo investimento realizado na certificação da produção e na elaboração de rótulos.

A Madeira tem como objectivo atingir os 500 hectares em 2015.

fonte:http://www.dnoticias.pt/a

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Sábado, 16.06.12

No Parque de Ciência e Tecnologia da Maia – TecMaia - foi hoje inaugurada uma “Horta à Porta”, na qual os trabalhadores das empresas ali instaladas se dedicam à agricultura biológica.

Num espaço que antes era considerado “sem utilidade nas traseiras do edifício do TecMaia” existem agora 22 talhões, num total de cerca de 550 metros quadrados.

“Esta é mais uma horta que visa promover a qualidade de vida da população, através de boas práticas agrícolas, ambientais e sociais” disse Ana Lopes, da Lipor - Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto -, em declarações à Lusa. 

“Este ano abriram mais duas hortas, uma empresarial e outra para uma comunidade escolar, e há já conversações” com outros municípios para a criação de novas hortas, afirmou Ana Lopes.

O “Horta à Porta”, projecto da Lipor, nasceu em Julho de 2003 e já conta actualmente com 23 hortas, representando uma área de quase quatro hectares, divididos por 590 talhões. Mas ainda 1200 pessoas aguardam pelo seu "pedaço de terra". 

fonte:http://ecosfera.publico.clix.pt/

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Sábado, 19.05.12

O Governo regional tem como objectivo, no que respeita à agricultura biológica, alcançar os 500 hectares até 2015.

O director regional de Agricultura, que participou em várias iniciativas integradas no Food Revolution Day, informou ainda que, neste momento, existem cerca de cem produtores biológicos na Madeira e que outros tantos têm um projecto de conversão em mãos. Potencialmente, os 200 hectares actuais podem duplicar em breve.

O Food Revolution Day teve, hoje, duas etapas. Uma no santo da serra, outra no Funchal.

Bernardo Araújo visitou há pouco o wokshop ‘Cooking with kids’, no Funchal. Uma acção que teve grande adesão.

O governante disse, na ocasião, que os objectivos da adesão da Secretaria dos recursos Naturais ao Food Revolution Day haviam sido plenamente atingidos e passam pela sensibilização para a qualidade alimentar. No caso, quase sinónimo de biológico. “A alimentação saudável é também encontrar produtos saudáveis.”

fonte:http://www.dnoticias.pt/

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Terça-feira, 08.05.12

Um grupo de alunas do 1.º ciclo da licenciatura em Ciências da Educação, da Universiade da Madeira (UMa) promoveu, esta tarde, um debate sobre "Os desafios da Agricultura Biológica".

A iniciativa, no âmbito da unidade curricular de 'Educação Ambiental e Sustentabilidade', ministrada por Hélder Spínola, contou com a participação de dois testemunhos externos à Academia. Foram oradores a engenheira Guida Henriques, agricultora em modo de produção biológica e José Carlos Marques, técnico da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais (SRARN).

Refira-se que a UMa tem um curso específico de agricultura biológica com quem os serviços da SRARN estão articulados.

"Agricultura Biológica, a solução mais lógica para os desafios actuais" foi o tema desenvolvido por José Carlos Marques para quem ainda é possível baixar os custos de produção biológica.

"Vou apresentar um estudo [de um instituto norte-americano] que prova que a agricultura biológica pode ter custos de produção mais baixos", disse. Tudo depende da gestão de recursos.

João Carlos Marques acredita que o caminho da produção biológica está em ascenção até porque os produtos químicos fertilizantes estão cada vez mais caros porque associados ao preço do petróleo. Usar as leguminosas (como as favas e as ervilhas) como fertilizantes é a alternativa.

Por seu turno, Guida Henriques, responsável pela unidade de produção biológica 'Quinta do Mitra' disse que a produção biológica está em crescendo na Madeira. No último ano cresceu entre 20 a 30% mas tudo depende da lei da oferta e da procura. "Precisamos de um 'empurrão' ainda maior", reconheceu.

Guida Henriques desmistificou a ideia de que é possível fazer agricultura biológica em espaços exíguos como aqueles que a autarquia funchalense tem disponibilizado (hortas urbanas). É que, "para fazer agricultura biológica é preciso ter mais conhecimentos", referiu. Por exemplo, no combate às pragas mas também na escolha certa da rotação de culturas para o mesmo terreno, na criação de equilíbrios ambientais, na calagem do solo e na construção certa da estrutura dos solos. Para esta especialista em agricultura biológica, a lógica é preventiva e não curativa.

Guida Henriques convida os consumidores a descobrir a diferença, de sabor, de duração e de aroma entre um produto biológico e outro convencional. E desafia os agricultores a mudarem-se para a produção biológica.

Tal como José Carlos Marques, na óptica do preço final, Guida Henriques acredita que ainda é possível baixar os preços dos produtos biológicos. Tudo depende da concorrência.

"Desde que haja produção pode-se baixar imenso. Dou-lhe um exemplo, neste momento vendo o feijão verde [biológico] a 3 euros e meio ao quilo, se houver mais produtores a fazer o mesmo que eu talvez baixemos para dois euros", rematou.

fonte:http://www.dnoticias.pt

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