Tudo sobre a Agricultura Biológica
Quarta-feira, 05.09.12

Produtos biológicos como fruta, vegetais, cereais, carne e leite não vão tornar as pessoas que os consomem mais saudáveis, já que têm níveis de nutrientes semelhantes aos alimentos produzidos pelo modo convencional. A maior diferença está na quantidade de pesticidas, conclui um estudo da Universidade de Stanford, Califórnia, publicado nesta terça-feira na revista Annals of Internal Medicine.

Na altura de escolher o que colocar no cesto das compras, não serão os benefícios das vitaminas e minerais na saúde que vão ajudar a decidir se leva produtos biológicos ou produtos convencionais. “Se tomarmos uma decisão baseada apenas na nossa saúde, não existem muitas diferenças” entre uns e outros, disse Dena Bravata, investigadora principal do estudo que comparou os principais nutrientes nos dois tipos de alimentos.

Para chegar a esta conclusão, a equipa de Dena Bravata analisou centenas de estudos científicos já publicados e identificou os 237 mais relevantes, incluindo 17 sobre as dietas alimentares de pessoas que consumiram alimentos biológicos e convencionais. A maioria dos estudos, 223, comparou os níveis de nutrientes, de bactérias, fungos ou a contaminação por pesticidas de vários produtos, nomeadamente frutas, vegetais, cereais, carne, leite e ovos. A duração dos estudos variou entre os dois dias e os dois anos.

O estudo de revisão da literatura científica existente – que, dizem os investigadores, é o mais completo até agora realizado sobre a questão – não encontrou provas significativas de que os alimentos biológicos são mais nutritivos ou acarretam menos riscos para a saúde do que as alternativas convencionais. Aliás, o fósforo foi o único nutriente encontrado em maiores quantidades nos produtos biológicos. A maior diferença foi detectada ao nível da exposição a pesticidas, mais reduzido nos produtos biológicos. 

Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, não ficou surpreendida com estas conclusões. “Já tenho lido artigos científicos que apontam nesse sentido”, ou seja, “no que diz respeito aos principais nutrientes, a diferença não é muito significativa", disse ao PÚBLICO. Além disso, existem muitos factores que afectam a composição nutricional dos alimentos, como a zona geográfica onde são produzidos e se o ano de colheita foi de seca, por exemplo.

O objectivo dos investigadores da Universidade de Stanford foi ajudar ao debate sobre os benefícios para saúde dos alimentos biológicos, uma questão que permanece em aberto. A equipa encontrou várias limitações ao seu trabalho, como a heterogeneidade dos estudos, baseados em diferentes métodos de teste e mesmo de agricultura biológica. Segundo a BBC, o estudo é criticado por ser inconclusivo. 

Na verdade, a ideia para a investigação surgiu depois de cada vez mais pacientes de Bravata – que além de investigadora também é médica – lhe perguntarem o que seria melhor para a sua saúde e de não haver uma resposta.

“Esta é uma pergunta recorrente durante as consultas ou ainda nos fóruns de discussão”, contou ao PÚBLICO Alexandra Bento. Ainda assim, a nutricionista e bastonária afirma que “nunca recomendaria um alimento biológico face a outro convencional”. Na sua opinião, na altura da compra é o consumidor quem decide. “Tudo depende do que para nós tem mais importância, se o preço ou se, por exemplo, formos mais sensíveis ao sabor”, uma questão que, para si, “não é de descurar”. 

Segundo Alexandra Bento, “é de incentivar a pequena horta para quem tem essa possibilidade”. “Se colher um tomate, ou uma alface ou laranja no estado de maturação ideal e se a consumir imediatamente, esse alimento terá uma riqueza nutricional máxima.”

Os cientistas norte-americanos quiseram dar mais informação às pessoas, não desencorajá-las a consumir produtos biológicos, explicam. “Se olharmos para lá dos benefícios na saúde, existem muitas outras razões para consumir alimentos orgânicos em lugar dos convencionais”, acrescentou Bravata, referindo benefícios ambientais e de bem-estar animal.

fonte:http://ecosfera.publico.clix.pt/

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Sábado, 16.06.12

No Parque de Ciência e Tecnologia da Maia – TecMaia - foi hoje inaugurada uma “Horta à Porta”, na qual os trabalhadores das empresas ali instaladas se dedicam à agricultura biológica.

Num espaço que antes era considerado “sem utilidade nas traseiras do edifício do TecMaia” existem agora 22 talhões, num total de cerca de 550 metros quadrados.

“Esta é mais uma horta que visa promover a qualidade de vida da população, através de boas práticas agrícolas, ambientais e sociais” disse Ana Lopes, da Lipor - Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto -, em declarações à Lusa. 

“Este ano abriram mais duas hortas, uma empresarial e outra para uma comunidade escolar, e há já conversações” com outros municípios para a criação de novas hortas, afirmou Ana Lopes.

O “Horta à Porta”, projecto da Lipor, nasceu em Julho de 2003 e já conta actualmente com 23 hortas, representando uma área de quase quatro hectares, divididos por 590 talhões. Mas ainda 1200 pessoas aguardam pelo seu "pedaço de terra". 

fonte:http://ecosfera.publico.clix.pt/

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Domingo, 15.04.12

No dia 21 de Janeiro, elementos do Clube da Floresta “Nogueira Viva”, em parceria com o programa Eco-Escolas, cujo tema aglutinador do ano é a agricultura biológica, e em estreita colaboração com a Associação de Pais, meteram mãos à obra e iniciaram a implementação de uma pequena horta pedagógica/ biológica, nos terrenos da própria escola. 

De início, o trabalho foi duro, para livrar o terreno de muitas pedras e torná-lo propício à prática agrícola. Assim, neste momento, na horta, floresce já o resultado das primeiras sementeiras: alfaces, couves, favas, ervilhas, cebolas, abóboras, cenouras, morangos, framboeseiras, maracujás e algumas ervas aromáticas. O sonho foi crescendo tal como os produtos agrícolas. Os alunos são a primeira razão da existência deste projecto,em especial os alunos que integram o ensino especial.

E com grande empenhamento da Associação de Pais, construimos uma estufa. Neste “construimos” queremos salientar o papel dos alunos que voluntariamente integram este clube e onde se integram alunos do Ensino Especial.

Estamos em Abril e as sementeiras já deram os seus primeiros frutos, morangos e couves. Todas as outras sementeiras estão em fase de desenvolvimento. 

No dia 13 de Abril, os alunos do clube da floresta “Nogueira Viva”, num gesto simbólico, entregaram na Direção os primeiros mimos produzidos na horta.

A alegria que se via nos seus rostos e a ternura com que as mãos os levavam são para os coordenadores do Projeto, gestos e expressões que não esqueceremos e nos fazem prosseguir. 
Se, como disse, Riccardo Bacchelli “A agricultura é a arte de saber esperar' soubemos esperar e vamos continuar nessa espera construtiva. 

fonte:http://www.correiodominho.com/

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Sábado, 14.04.12

A produção de produtos biológicos, em Portugal, cresceu 60% em 2011, de acordo com a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que falava durante uma prova de produtos biológicos a bordo do Navio Escola Sagres e organizada pela associação de agricultores biológicos da Beira Interior.

Segundo Cristas, a agricultura biológica está em “franco crescimento” em Portugal, sendo “exemplo do dinamismo da agricultura portuguesa”.

“[A agricultura biológica] é importante para o consumidor, que se sente seguro ao comprar biológico, é importante para o ambiente, uma vez que as culturas são fertilizadas apenas com compostos orgânicos, e é importante para a economia portuguesa, que pode aumentar as suas exportações para os maiores e mais exigentes mercados europeus”, explicou Cristas.

Na mesma visita, a ministra do Ambiente, Mar, Agricultura e do Ordenamento do Território disse ainda que o preço da água canalizada não aumentará em 2012 e que continua empenhada em facilitar o acesso à terra, em regime de arrendamento, do porte dos agricultores que não tenham terrenos.

Aqui, a prioridade será dada aos jovens e à produção biológica. 

fonte:http://www.greensavers.pt/

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Domingo, 01.04.12

No passado sábado, o executivo municipal de Loulé assinalou a abertura das Hortas Sociais de Loulé, numa cerimónia que contou com a presença do diretor regional de Agricultura e Pescas do Algarve Fernando Severino, e de Nélson Dias, da Associação In Loco, parceiros nesta iniciativa

Numa altura em que ainda se encontra em fase de atribuição dos talhões, Aníbal Moreno, vereador com o pelouro do Ambiente, explicou a essência desta infraestrutura localizada numa antiga lixeira, e que integra as componentes ambiental e social. «Decidimos criar as Hortas Sociais como forma de apoiar as pessoas mais carenciadas, aproveitando um espaço desaproveitado há mais de 20 anos, perto do centro da cidade», sublinhou.

Após um trabalho de mais de um ano, o equipamento já construído integra 20 talhões, área de convívio, serviços do apoio, e um reservatório de 500 m3 de água armazenada para rega e que tem origem nas Bicas Velhas.

A atribuição dos talhões existentes está agendada para o dia 21 de abril mas Aníbal Moreno adiantou que «este projeto não se esgota nestes 20 talhões, nem neste local».

A utilização é totalmente gratuita mas, de acordo com este responsável, o que se pretende é ajudar as pessoas e não que estas façam negócio com os produtos.

Já a vereadora responsável pela área social do Município Teresa Menalha, salientou o facto do «conceito destas Hortas Socais ser diferente das Hortas Comunitárias» já que a infraestrutura direciona-se preferencialmente aos mais desfavorecidos e não a toda a comunidade. Como tal, esta responsável falou dos critérios de seleção para atribuição dos talhões: famílias desfavorecidas, com rendimento capitainferior à retribuição mínima mensal garantida,famílias numerosas e com menores, desempregados e munícipes recenseados no concelho há mais de 3 anos. «A atribuição será feita de acordo também com a ordem de chegada das pré-inscrições. Nada disto pode ser feito sem critérios», frisou esta vereadora.

Quanto aos objetivos, Teresa Menalha falou da importância das Hortas Sociais como forma de identificar a cultura local, reforço do espírito de coletividade, prevenção de comportamentos antissociais, apoio à subsistência das famílias, promoção dos hábitos saudáveis, criação de um cariz biológico e tradicional e valorização do espaço público.

No âmbito das Hortas Sociais, foi celebrado um protocolo entre o Município de Loulé e a Associação in Loco com vista à formação e acompanhamento dos proprietários dos talhões. Tendo em conta que algumas das pessoas a quem será atribuído um talhão não têm noções mínimas de agricultura, os técnicos da In Loco irão promover uma ação de formação com uma parte introdutória sobre agricultura biológica e reutilização de resíduos e compostagem. Posteriormente, esses técnicos farão o acompanhamento no terreno. 

«Esta é uma Horta cheia de simbolismo, não só pelo reaproveitamento do espaço de uma antiga lixeira, mas também porque abre as portas no dia do ‘Limpar Portugal’», considerou Nélson Dias, da In Loco. Já o diretor regional de agricultura, Fernando Severino, destacou o caráter social, ambiental, pedagógico e de lazer destas Hortas Sociais. Este responsável falou ainda do papel da autarquia na «aproximação à produção, sem enveredar por caminhos não sustentáveis».

A Câmara Municipal de Loulé decidiu criar as Hortas Sociais de Loulé forma de proporcionar aos cidadãos, em especial aos mais carenciados, a possibilidade de cultivarem e assim poderem usufruir de produtos agrícolas frescos, produzidos por si e pelo seu agregado familiar. As Hortas Sociais de Loulé visam, assim, dotar o Município de um equipamento com uma forte componente social, considerando a importância da relação entre o homem e a terra como forma de equilíbrio, interação e integração com o meio social e ambiental.

Além disso, a criação de pequenas hortas em contexto urbano constituem, não só um instrumento de subsistência alimentar e complementar, nos atuais tempos de dificuldades, como também instrumento sociocultural, que cria uma forma de equilíbrio entre o homem e a comunidade e entre o homem e o meio ambiente que o rodeia.

As Hortas de Louléocupam espaço público que se encontrava disponível e permitem utilizar um recurso valioso que se desperdiçava, a água das Bicas Velhas. Com a criação destas hortas pretende-se ainda a requalificação de espaços que tendem a degradar-se quando não ocupados, devolvendo à comunidade um espaço comunitário que funcionará como um elo de convivência social entre gerações e proporcionará benefícios económicos e de saúde, especialmente no que concerne a uma alimentação saudável.

Estes fatores contribuirão para a integração da comunidade nos contextos social e ambiental, justificando, pela sua relevância social e comunitária, um apoio e incentivo consistentes, para a promoção da saúde e da qualidade de vida dos seus utilizadores, através da mudança de comportamentos, que se traduzem em hábitos de vida mais saudáveis, favorecendo o contacto com a natureza enquanto forma de evitar o sedentarismo e motivando a introdução de boas práticas.

Os utilizadores deverão cumprir as regras estabelecidas no Regulamento, usar corretamente os recursos disponibilizados e contribuir para uma convivência sã entre os utilizadores, bem como o cumprimento das técnicas de uma agricultura sustentável e saudável. A criação das Hortas Sociais de Loulé contempla ainda uma forte componente educativa, apresentando em espaço próprio ações de formação sobre técnicas de agricultura biológica, manutenção de espaço público, trabalho comunitário, compostagem e promoção ambiental.

A utilização das Hortas Sociais de Loulé requer o cumprimento das regras estabelecidas no Regulamento, o uso correto dos recursos disponibilizados e uma convivência sã entre os utilizadores, bem como o cumprimento das técnicas de uma agricultura sustentável e saudável, de acordo com as regras da agricultura biológica.

Os interessados em dispor de um talhão nas Hortas Sociais de Loulé devem apresentar à Câmara Municipal de Loulé uma ficha de candidatura, que se encontra disponível no website do Município, tendo prioridade as famílias com rendimento per capita à retribuição mínima mensal garantida. 

Para mais informações os interessados devem contactar a Divisão de Ambiente e Equipamentos Urbanos (289 400 890) ou a Divisão de Gestão Social e Saúde (289 400 882) da Câmara Municipal de Loulé.

fonte:http://www.barlavento.pt/

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Sexta-feira, 23.03.12

A cerimónia de inauguração das Hortas Sociais Urbanas no Parque das Freiras em Lagos reuniu o executivo municipal, os parceiros do projeto, bem como os familiares e amigos dos futuros hortelãos. Foram entregues parcelas de terreno a 28 famílias de Lagos.

A atribuição destas parcelas de terreno a 28 famílias de Lagos aconteceu no Parque Dr. Júdice Cabral (vulgo Parque das Freiras) com o intuito de assinalar a entrada na primavera, que agora se inicia.

Esta iniciativa está enquadrada num projeto mais vasto, intitulado “Agricultura Biológica para Todos”, e do qual fazem parte ações de sensibilização e de formação, onde se inclui a realização de workshops sobre agricultura biológica e alimentação saudável. Reforçar a prática de agricultura social, suscetível de constituir um reforço alimentar saudável como complemento de subsistência alimentar das famílias; desenvolver hábitos alimentares saudáveis; incentivar a requalificação ambiental de terrenos camarários abandonados, subaproveitados ou com uso inadequado e valorizar o espírito comunitário na utilização do espaço público e na manutenção do mesmo, são os principais objetivos deste projeto.

Presentes nesta cerimónia informal estiveram, para além dos hortelãos e familiares, o executivo municipal, o Diretor Adjunto da Direção Regional de Agricultura e Florestas do Algarve, Ezequiel Pinho, o Presidente da Assembleia Municipal de Lagos, Paulo Morgado, uma representante da Universidade do Algarve, Celestina Pedras, representantes dos parceiros do projeto – Algar e Biosite - , os Presidentes de Junta de São Sebastião e Sta. Maria, entidades oficiais do concelho e demais convidados.

Para enquadrar o projeto das Hortas Sociais Urbanas foi convidado a intervir o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lagos, António Marreiros, que começou por felicitar o grupo de trabalho responsável pelo projeto e que é composto por técnicos da autarquia das mais variadas áreas, aproveitando a ocasião para agradecer todo o apoio prestado pelos parceiros do projeto, a Algar, a Biosite e a Universidade do Algarve. 

Em relação à atribuição das parcelas de terreno, referiu que esta é feita a título gratuito”, lembrando que, aos hortelãos, cabe apenas o pagamento do valor correspondente aos consumos de energia elétrica e de água, necessários às atividades desenvolvidas no âmbito deste projeto, e que “a água será paga a preço de custo e não mais do que isso. Não vão ter de pagar mais taxas nenhumas”. 

Lembrou que todos os hortelãos irão ter formação, na área de Horticultura Biológica, promovida por um dos parceiros desta iniciativa – a Biosite, uma vez que “o que pretendemos é que os produtos cultivados nestas hortas sejam o mais saudável possível”. 
A terminar, António Marreiros não quis deixar de referir que “o concurso lançado, no final do ano passado, para a atribuição destas parcelas superou todas as expectativas da autarquia”, uma vez que ainda ficaram em lista de espera cerca de 20 famílias candidatas. A ideia será, numa fase seguinte, “estender o projeto a outras zonas do concelho, inclusivamente às freguesias”. 

O Diretor Adjunto da Direção Regional de Agricultura e Florestas do Algarve Ezequiel Pinho, aproveitou a ocasião para felicitar a Câmara Municipal e os próprios hortelãos pelo facto de terem tornado possível este projeto. Referiu que a entidade que representa “tem andado bastante atenta a estes projetos das hortas sociais e que têm aprendido bastante”. Referindo que, “passaram-se muitos anos em que a sociedade não soube valorizar valores como o espírito de entre ajuda e o associativo. Felizmente voltamos agora a olhar para eles”. Desejando boa sorte a todos os hortelãos, Ezequiel Pinho mostrou-se disponível para estar presente “na altura da 1ª colheita dos produtos cultivados nestas 28 hortas”.


A terminar a cerimónia usou da palavra o Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Júlio Barroso, que voltou a agradecer a todos os envolvidos nesta iniciativa por terem tornado possível a concretização das Hortas Sociais Urbanas, em Lagos.
Lembrando que nos últimos anos as atividades primárias, como a agricultura e a pesca, têm vindo a ser abandonadas, o autarca quis deixar um apelo para que todos “estejam sensibilizados para a grande importância que este sector, e a agricultura em especial, pode desempenhar para a melhoria da nossa condição económica e para o bem estar das famílias e das populações”. 

Falando um pouco dos objetivos do projeto (já cima referidos) o presidente aproveitou para relembrar que a cedência das parcelas de terreno para hortas sociais tem fins sociais e ambientais, pelo que está sujeita a critérios de interesse público. Neste sentido, todos os candidatos tiveram que preencher, pelo menos, um dos requisitos plasmados no Regulamento. Para o autarca “felizmente e infelizmente ainda ficaram candidatos na lista de espera. Felizmente porque nos diz que há muitas pessoas que estão sensibilizadas ambientalmente e dispostas a cultivarem os seus próprios produtos e infelizmente porque não conseguimos nesta primeira fase dar resposta a todos os candidatos. Iremos agora estudar outras alternativas e outros terrenos para que isso possa acontecer.”

Recordando que “nada se colhe sem ser semeado”, disponibilizou-se para acompanhar o projecto e deixou aos hortelãos, em tom de brincadeira, “o desejo de muitos calos nas mãos e boas culturas”.

fonte:http://www.barlavento.pt/

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Domingo, 11.03.12

O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, assegurou hoje que, "no final da próxima semana", os produtores pecuários de produção biológica e integrada vão ser autorizados a dar complementos não orgânicos aos animais, sem perderem ajudas.

"Claro que, num ano normal", a agricultura biológica e a produção integrada só podem "usar fatores orgânicos", mas, sublinhou o governante, este "é um ano de exceção", de seca, em que "é necessário muito bom senso e solidariedade no setor e a nível nacional".

José Diogo Albuquerque falava aos jornalistas durante uma visita a uma exploração agrícola alentejana, o Monte do Tojal (Évora), onde reuniu com produtores pecuários e agricultores da Associação Nacional dos Produtores de Cereais (ANPOC).


fonte:http://aeiou.expresso.pt/

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Quarta-feira, 22.02.12

A 25 de Fevereiro, entre as 10h00 e as 12h30, Tomar vai receber o seu primeiro Mercado Biológico, iniciativa que se repetirá todos os meses.

A iniciativa da autarquia vai decorrer na Corredoura (Rua Serpa Pinto) no último sábado de cada mês, entre as 10h00 e as 12h30, a primeira edição já no dia 25 de Fevereiro e as restantes deste semestre a 31 de Março, 28 de Abril, 26 de Maio e 30 de Junho.

"Para além de ser mais uma forma de contribuir para a animação do centro histórico da cidade, o Mercado Biológico terá também um importante contributo para fomentar práticas de alimentação mais saudáveis, uma vez que todos os produtos ali vendidos são obrigatoriamente produzidos de acordo com os critérios da agricultura biológica, ou seja, sem recurso a pesticidas ou produtos químicos", explicam os organizadores.

"Com cerca de uma dúzia de vendedores inscritos, parte deles certificados e outros em vias de certificação, e cuja situação estará devidamente assinalada, o Mercado Biológico terá à venda fruta, produtos hortícolas, plantas aromáticas e medicinais, sementes, vinho, licores, azeite, vinagre, sal aromatizado, compotas e bombons".

fonte:http://ecosfera.publico.clix.pt/

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Sexta-feira, 17.02.12

O volume de negócios da agricultura biológica em Portugal atinge mais de 20 milhões de euros e cresce 20% anualmente, com a área cultivada a aumentar 60% no último ano, segundo o ministério da Agricultura.

Num documento sobre a presença portuguesa na maior feira europeia de produtos biológicos, a Biofach, que decorre até sábado em Nuremberga, o secretário de Estado da Agricultura salientou que a área de produção de produtos biológicos em Portugal cresceu 60% no último ano.

José Diogo Albuquerque, sublinhou a importância desta actividade «para a economia portuguesa que pode aumentar as suas exportações para os maiores e mais exigentes mercados europeus, como a Alemanha que tem um mercado que vale cerca de 5,9 mil milhões de euros por ano e produz apenas para cerca de metade das suas necessidades».

Pela primeira vez, Portugal esteve representado nesta feira através de 26 produtores de produtos biológicos e pelas Organizações de Produtores Agrobio e Associação de Defesa do Património de Mértola.

O sector estima que o volume de negócios ronda os 20 a 22 milhões de euros por ano, com uma taxa de crescimento de 20%.

Existem em Portugal 5.847 produtores agrícolas biológicos que cultivam uma superfície total de 210.981 hectares, o que representa cerca de 5,5% da superfície agrícola utilizada, ligeiramente acima da média comunitária, indica o ministério da Agricultura.

Hipers prometem dar preferência a produtos nacionais

As empresas de distribuição comprometeram-se esta sexta-feira a dar preferência aos produtores nacionais de hortofrutícolas, através de um protocolo assinado com a Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP).

O protocolo assinado entre estas entidades visa «estimular o acesso de produtos hortofrutícolas» aos hipermercados, bem como a criação de uma organização interprofissional do sector hortofrutícola que contribua «para um melhor conhecimento e transparência dos mercados».

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição destaca que «cerca de 80% dos produtos hortofrutícolas oferecidos pela distribuição moderna são nacionais» e adianta que os hipermercados trabalham com mais de 8.000 produtores e organizações de produtores.

No entanto, subsistem alguns problemas que se pretende ultrapassar com o protocolo de colaboração, nomeadamente a sazonalidade da produção, dificuldades de implementação do associativismo e eficiência na produção.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 

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Sábado, 12.11.11
O número de produtores que se dedica à agricultura biológica nos Açores mais do que duplicou em menos de cinco anos, mas continua a ter uma expressão reduzida no arquipélago, existindo atualmente apenas 46 produtores certificados.

A maioria dos produtores, segundo dados divulgados nas Jornadas de Agricultura Biológica, encontra-se em S. Miguel (23), seguindo-se S. Jorge (10), Terceira (7) e Faial (6), num total de 263,73 hectares de área cultivada. Em 2006 o número de produtores biológicos nos Açores era de apenas 20, distribuídos por S. Miguel, Terceira e S. Jorge, abrangendo uma área total de 66,5 hectares. Na intervenção que proferiu nestas jornadas, o secretário regional da Agricultura, Noé Rodrigues, recordou a existência de apoios financeiros para incentivar o aparecimento de mais produtores nesta área. "Existe um conjunto de incentivos para os agricultores biológicos, no sentido de se organizarem, conquistarem mercados e valorizarem a agricultura biológica", frisou. Por seu lado, o eurodeputado socialista Luís Paulo Alves também salientou que a União Europeia reserva, no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC), um lote de apoios à produção biológica, dirigidos à comercialização, produção e certificação. Incentivar a produção biológica é também o objetivo das Jornadas de Agricultura Biológica, que decorreram no Faial, como sublinhou o presidente da Junta de Freguesia da Praia do Norte, Estêvão Gomes, promotor do encontro. O autarca salientou que as jornadas são úteis para os agricultores que querem "apresentar um produto de qualidade e diferenciado", mas também para o "cidadão comum, que tem uma horta e ambiciona produzir de uma forma mais ecológica". "Os Açores possuem condições naturais ímpares, nomeadamente o clima e o terreno, que são excecionais para a produção agrícola de forma biológica e que é indispensável aproveitar", afirmou. A agricultura biológica distingue-se pela forma de produção, que exclui quase todos os produtos químicos e recorre às rotações de culturais, a estrume animal e a resíduos orgânicos da exploração. No ano passado, em Portugal, as vendas de alimentos produzidos em regime biológico ascenderam a 25 milhões de euros, num mercado que cresce, a nível europeu, entre 10 e 15 por cento ao ano.

fonte:http://www.acorianooriental.pt/

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