Tudo sobre a Agricultura Biológica
Domingo, 16.03.14

Para ser certificado como de agricultura biológica, um alimento não pode ser produzido com pesticidas artificiais, adubos químicos de síntese nem organismos geneticamente modificados. Também deve ser cultivado num regime de reduzida poluição ambiental e pautar-se por normas de ética e respeito pelo bem-estar animal. 
Produtos biológicos como fruta, vegetais, cereais, carne e leite não vão tornar as pessoas que os consomem imediatamente mais saudáveis, já que por vezes têm níveis de nutrientes semelhantes aos alimentos produzidos pelo modo convencional. A maior diferença está na melhor qualidade do solo e na menor quantidade de químicos tóxicos em produtos biológicos.
Sabe-se hoje que um grande número de pesticidas está associado a doenças do sistema nervoso, alergias, alterações no equilíbrio hormonal, diminuição da fertilidade, enfraquecimento geral do sistema imunitário e incidência de diversos tipos de cancro. Optar por um consumo biológico é fugir deste cenário, mas também proteger o ambiente. Este modo de produção agrícola diminui entre 48% e 60% as emissões de dióxido de carbono, especialmente pela não utilização de fertilizantes sintéticos. Sempre que possível vale a pena optar por uma alimentação mais saudável e que contribui também para o equilíbrio da natureza e dos ecossistemas.

fonte:http://rr.sapo.pt/r

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Domingo, 29.12.13

Os cabazes do PROVE – Promover e Vender já chegam a três mil consumidores, garantem um rendimento mensal a mais de uma centena de pequenos produtores agrícolas e movimentam 900 mil euros por ano.

 

Espinafres, alfaces, bróculos, nabiça. Um a um, Judite e Justina recheiam os sacos dos clientes que vão levantar as suas encomendas de hortícolas à loja de Comércio Justo das Picoas, em Lisboa. É assim todas as sextas-feiras a partir das 17h. Os vegetais foram colhidos no dia, no Brejo do Assa, Palmela, onde as produtoras do PROVE – Promover e Vender, têm os seus terrenos.

Cenouras, cebolas, batatas, nabos, salsa e coentros, mas também laranjas e pêras. Cerca de sete quilos de produtos hortícolas pelo preço fixo de dez euros. Directamente do produtor ao consumidor. Em Lisboa, as cunhadas vendem uma média de 100 cabazes por semana e, em Almada, outros 100. Quem as “picou” para se meterem no negócio foi o irmão de Judite, marido de Justina. Para Judite (43 anos), que trabalhava na área social e ficou desempregada, esta é a única fonte de rendimento. Para Justina (43 anos), uma polaca que está em Portugal há 17 anos e conheceu o marido em Praga quando ambos eram estudantes, este é um complemento ao orçamento familiar.

Judite “cresceu no meio, já tinha tido contacto” com a terra, mas nunca pensou fazer dela profissão. Justina, que estudou Relações Internacionais e fazia traduções de polaco, checo e russo, também viu no PROVE uma oportunidade. Os pais “acharam bem porque as terras estavam meio abandonadas”. As duas cunhadas arregaçaram as mangas e, ao fim de ano e meio, têm uma carteira de encomendas estável. O que trazem é o que a natureza dita. “É tudo da época, mas tentamos não repetir de semana para semana”. Essa é uma das premissas do PROVE: oferecer quantidade e diversidade aos clientes.

O sistema de encomendas permite aos consumidores excluírem produtos que não querem receber, mas as sócias dizem que vendem de tudo. “Há uns que causam mais estranheza, como o aipo, mas algumas pessoas até nos dizem que passaram a comer coisas que antes não conheciam”. Apesar da variedade, já sabem que há dois produtos que são sempre recebidos com entusiasmo: “As uvas e os morangos”. Mas agora não é época disso. “Se [a fruta] está muito feia ou tem bicho, não trazemos, mas não nos preocupamos com tamanhos, é o que a árvore dá”, diz Judite.

A regra é seguir o requisito PROVE: produzir com técnicas amigas do ambiente, como o uso reduzido ou nulo de agro-químicos, a inexistência de fontes de poluição nas proximidades das explorações e a reconhecida qualidade da água da rega. “Vamos sempre às explorações, por isso a qualidade do ponto de vista da saúde é garantida”, afirma José Diogo, técnico da ADREPES – Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal, a “mãe” do PROVE.

Esta associação constatou que no seu território existia “um conjunto de pequenos produtores que toda a vida tinham trabalhado na agricultura, mas não conseguiam escoar a sua produção”, porque não tinham dimensão para vender para as grandes superfícies ou não tinham conhecimentos na área da comercialização. A ADREPES verificou ainda que existia naquele perímetro um conjunto de cidades de média dimensão com consumidores receptivos aos produtos locais.

“Feito o diagnóstico, começámos a trabalhar com os produtores, que sozinhos não tinham a diversidade e a quantidade necessárias, mas que, em associação, já reuniam estas características”, conta José Diogo. Em 2006, em Sesimbra e Palmela, nasciam os dois primeiros núcleos PROVE. Como premissa básica, cada agricultor especializava-se em determinados produtos e depois juntavam-se as produções. Para não competirem entre si. “Os produtores ficam com maior controlo do processo, mas também com um rendimento justo porque não há intermediários”.

Além disso, ao terem de “assegurar o negócio de uma ponta à outra”, ficam com competências de comercialização e muitos, pessoas de alguma idade, adquiriram conhecimentos básicos nas tecnologias de informação pois a grande maioria das encomendas chega-lhes por e-mail.

Depois do sucesso na Península de Setúbal (que passou a incluir distribuição na área da Grande Lisboa), o PROVE foi alargado aos produtores do Vale do Sousa, aproveitando o tecido urbano do Grande Porto, e ao Alentejo, à área de Montemor-o-Novo. “Queríamos o oposto, testar o projecto numa zona do interior do país, com problemas de desertificação”. O resultado surpreendeu pela positiva. Estávamos em 2009. Hoje o PROVE tem 54 núcleos, do Minho a Faro, abrange 83 locais de entrega, 120 explorações agrícolas, 3000 consumidores e movimenta cerca de 900 mil euros por ano. O lucro fica todo com os produtores, que se vêem libertos de custos de armazenagem e não têm grandes custos de transporte, pois os circuitos de comercialização são curtos. O modelo é sempre o mesmo: a ADREPES gere o programa a nível nacional, mas localmente são as associações de desenvolvimento parceiras da ADREPES que usam a metodologia PROVE e seleccionam os produtores, garantindo-lhes todas as ferramentas necessárias à criação do negócio. Como o objectivo é que este seja sustentável, “depois de uma primeira fase de apoio, os técnicos deixam de intervir e passam a ser os produtores a fazer a gestão completa”, tornando-se autónomos. É o caso de Justina e Judite.

Compensa comprar cabazes PROVE? “Calculamos que o quilo de hortícolas ronde 1,3 euros, por isso, se olharmos para os produtos das grandes superfícies, mesmo assim são competitivos”, diz José Diogo. O técnico da ADREPS nota que, apesar de ser natural que as pessoas façam contas, “não deveriam olhar só para o preço”. “Ajudar a economia local, dar emprego a agricultores locais, promover a sustentabilidade ambiental… Quando compram PROVE estão a comprar tudo isto”.

Abolir obstáculos ao comércio de proximidade
O PROVE foi financiado inicialmente pela iniciativa comunitária Equal e, até ao fim deste ano, pelo PRODER. Embora a maioria dos produtores da rede PROVE já seja autónoma, “para continuar a expandir o PROVE” é necessário novo financiamento. José Diogo, técnico da ADREPES, mostra-se optimista pois o novo quadro comunitário de apoio (QREN) coloca “um enfoque particular nos circuitos curtos agro-alimentares [CCA]”. Este são a base do PROVE e da sua filosofia de comercialização de proximidade.

A ADREPES, que conta com o apoio da Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, pretende discutir com o Governo um conjunto de recomendações (desenvolvidas pela Universidade de Trás os Montes e Alto Douro e Instituto Superior de Agronomia) de medidas de política de apoio aos CCA. Já houve uma reunião com o gabinete de planeamento e política do Ministério da Agricultura e sinais que permitem esperar “que este tipo de comercialização seja facilitado no novo QREN”. A diminuição da carga fiscal e administrativa exigida aos produtores é uma questão para a qual a ADREPES quer sensibilizar a tutela, como a obrigatoriedade de passar factura. “Não se trata de fugir aos impostos, mas se alguns produtores já têm dificuldades com as tecnologias de informação para consultar as encomendas, quanto mais usar software de facturação; a alternativa seria fazê-lo à mão, factura a factura, o que levaria uma eternidade”, explica o técnico da ADREPES. Para evitar este obstáculo a associação juntou à plataforma logística um software de facturação, que envia a factura por email aos consumidores. Ainda assim, a associação questiona a obrigatoriedade dos produtores passarem factura, quando “estão isentos de IVA, por terem volumes de negócio anual inferiores a 10 mil euros”. Realizar investimentos conjuntos é outra dor de cabeça. “Imagine que três agricultores querem comprar uma carrinha para fazer o transporte dos cabazes; só o poderão fazer se se associarem, com os custos daí inerentes, ou então um deles tem de assumir o investimento”, exemplifica o técnico, que defende uma flexibilização das regras para estas associações informais.

fonte:http://www.publico.pt/e

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Domingo, 07.10.12
Entre 1994 e 2011, o número de pessoas que estão a produzir de forma biológica cresceu de 234 para quase 6000. Volume de negócios do sector já ronda os 20 milhões de euros por ano

A agricultura biológica ocupou, no ano passado, quase 220 mil hectares de terra em Portugal, o valor mais alto desde 2007. E o número de produtores dedicados a produzir alimentos ou pastagens neste modo de produção disparou de uns escassos 234 em 1994 para 5938 no ano passado, o número mais elevado dos últimos 17 anos. 

De acordo com dados fornecidos ao PÚBLICO pelo Ministério da Agricultura, em termos globais a área já representa 5,5% da superfície agrícola utilizada, "situando-se um pouco acima da média europeia". As estimativas do sector, citadas pelo gabinete de Assunção Cristas, apontam para um volume de negócios que rondará os 20 a 22 milhões de euros, com taxas de crescimento de 20% ao ano.

Há 15 anos, o território ocupado pela produção biológica - que não recorre a pesticidas, adubos químicos de síntese ou organismos geneticamente modificados - pouco ultrapassava os 12 mil hectares. O crescimento foi contínuo até 2007, mas mudanças de política, que, segundo o ministério, "orientaram parte da produção para a produção integrada", travaram a evolução positiva e fizeram recuar o número de hectares. As quedas foram expressivas até 2009, mas a curva do crescimento voltou a romper no ano seguinte (ver quadro).

De nicho de mercado, a agricultura biológica espalhou-se à grande distribuição e generalizou-se nos formatos especializados, supermercados e mercados de rua. Mas ainda há muito por explorar. "Temos muito para fazer relativamente à produção para o mercado nacional e sobretudo nas exportações", diz Jaime Ferreira, presidente da direcção da Agrobio, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, que representa seis mil consumidores e produtores. Os portugueses procuram cada vez mais este tipo de produtos mas, para ganhar dimensão, são precisos "mais agricultores e área plantada" e acções de divulgação sobre os benefícios para a saúde destes alimentos, defende.

À Agrobio têm chegado pedidos de potenciais clientes estrangeiros que procuram grandes quantidades. Mas só os agricultores de grande dimensão "conseguem escala" para responder a essa necessidade. "Contam-se pelos dedos das mãos os produtores com capacidade de produção", lamenta Jaime Ferreira.

Mais procura externa

Na Quinta do Montalto, em Olival, concelho de Ourém, a intenção é chegar aos 100 mil quilos de uvas. Os 15,5 hectares de vinha são dedicados em exclusivo à produção de vinho biológico, com as marcas Vinha da Malhada e Cepa Pura a assumirem o rosto de um negócio que já vai na quinta geração. André Gomes Pereira espera vender este ano 90% da produção para o estrangeiro (mais 13% face a 2011), com destaque para Holanda - que absorve 20% das vendas -, Alemanha e Estados Unidos. 

"Começámos este movimento de encontrar clientes lá fora em 2007 e agora conhecemos bem o mercado", sintetiza André Gomes Pereira. Em Portugal, as vendas são residuais, mas, se pudesse, vendia todo o vinho no mercado interno. "Lá fora tem mais aceitação. Por cá, o vinho biológico tem uma carga negativa, no início foram vendidos produtos com defeito. Hoje já não é assim", diz ao PÚBLICO, por telefone. O Cepa Pura tinto da Quinta do Montalto foi distinguido na Alemanha entre mais de 4500 vinhos (biológicos e não biológicos) e ficou entre os 13 melhores. "O único português e à frente dos vinhos convencionais", acrescenta.

O mercado externo exige qualidade e tem poder de compra. Andreas Bernhard, que dirige a Risca Grande juntamente com a família Zehnder, começou a cultivar olival em 2002 numa propriedade de 92 hectares em Serpa. Toda a produção de azeite, cerca de 100 mil garrafas, é destinada à exportação. Suíça, Alemanha, Suécia e Japão absorvem o produto, considerado um dos melhores do mundo na sua categoria. "São mercados que têm muito poder de compra e conhecem a produção mundial muito bem. Em Portugal, não há poder de compra e no estrangeiro procuram coisas especiais", diz Andreas Bernhard. É pela qualidade que o azeite Risca Grande se quer distinguir entre gigantes.

Apesar da maioria dos produtores de agricultura biológica se dedicar à cultura do olival (representam 22% de um total de 1299), quase 60% da superfície ocupada com este tipo de produção destina-se a pastagens para alimentação animal. Segue-se a floresta (10%), o olival (8,4%) e as culturas forrageiras (prados). Na produção de carne, a evolução também tem sido positiva: em 2011, o número de animais cresceu de 58 mil para 242.359 e há 1240 produtores (mais 4% face a 2010). Contudo, Jaime Ferreira diz que há problemas para resolver. É difícil encontrar no mercado oferta suficiente, não só porque há "produtores dispersos", mas porque a centralização do abate dos animais dificulta o aumento da produção. "Na agricultura biológica, para haver certificação, o animal não pode entrar no mesmo circuito do abate convencional. Há muito poucos matadouros que façam abate de modo biológico e muita da carne [criada desta forma] acaba na produção convencional", explica.

A Agrobio aguarda pela reforma da Política Agrícola Comum (PAC) para que haja diferenciação nos apoios concedidos aos agricultores. Além disso, para fazer crescer o sector, "tem de haver uma aposta do próprio país", defende.

fonte:;http://economia.publico.pt/N

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Domingo, 30.09.12

A Cooperativa Agrícola de Penafiel criou uma secção dedicada apenas à agricultura biológica, para continuar o projecto que foi lançado nos últimos dois anos e que atinge agora uma dimensão de grande potencial. 
 O projecto de apoio à agricultura em modo biológico alcançou resultados que superaram todas as expectativas traçadas pelo Pelouro do Desenvolvimento Rural. Ao longo destes dois anos foi lançado um conjunto de medidas de incentivo que passaram pela formação, apoio ao nível da certificação de terras e apoio técnico em parceria com a Direcção Regional de Agricultura.
Desde o seu início em 2010 que no Concelho de Penafiel o número de produtores em modo biológico aumentou de 2 para 18, tendo triplicado a área de terra destinada à produção em modo Biológico. 
Devido ao número de produtores e área agrícola explorada em modo biológico, caberá a partir de agora à Cooperativa a gestão dos actuais e de novos projectos. Fazendo desta forma o acompanhamento e apoio uma vez que é a entidade que tem relação directa com a agricultura local e que tem vindo a encetar várias medidas para se modernizar e acompanhar os produtores do concelho e as suas necessidades.

fonte:;http://noticiaspenafiel.com/i

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Quarta-feira, 05.09.12

Produtos biológicos como fruta, vegetais, cereais, carne e leite não vão tornar as pessoas que os consomem mais saudáveis, já que têm níveis de nutrientes semelhantes aos alimentos produzidos pelo modo convencional. A maior diferença está na quantidade de pesticidas, conclui um estudo da Universidade de Stanford, Califórnia, publicado nesta terça-feira na revista Annals of Internal Medicine.

Na altura de escolher o que colocar no cesto das compras, não serão os benefícios das vitaminas e minerais na saúde que vão ajudar a decidir se leva produtos biológicos ou produtos convencionais. “Se tomarmos uma decisão baseada apenas na nossa saúde, não existem muitas diferenças” entre uns e outros, disse Dena Bravata, investigadora principal do estudo que comparou os principais nutrientes nos dois tipos de alimentos.

Para chegar a esta conclusão, a equipa de Dena Bravata analisou centenas de estudos científicos já publicados e identificou os 237 mais relevantes, incluindo 17 sobre as dietas alimentares de pessoas que consumiram alimentos biológicos e convencionais. A maioria dos estudos, 223, comparou os níveis de nutrientes, de bactérias, fungos ou a contaminação por pesticidas de vários produtos, nomeadamente frutas, vegetais, cereais, carne, leite e ovos. A duração dos estudos variou entre os dois dias e os dois anos.

O estudo de revisão da literatura científica existente – que, dizem os investigadores, é o mais completo até agora realizado sobre a questão – não encontrou provas significativas de que os alimentos biológicos são mais nutritivos ou acarretam menos riscos para a saúde do que as alternativas convencionais. Aliás, o fósforo foi o único nutriente encontrado em maiores quantidades nos produtos biológicos. A maior diferença foi detectada ao nível da exposição a pesticidas, mais reduzido nos produtos biológicos. 

Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, não ficou surpreendida com estas conclusões. “Já tenho lido artigos científicos que apontam nesse sentido”, ou seja, “no que diz respeito aos principais nutrientes, a diferença não é muito significativa", disse ao PÚBLICO. Além disso, existem muitos factores que afectam a composição nutricional dos alimentos, como a zona geográfica onde são produzidos e se o ano de colheita foi de seca, por exemplo.

O objectivo dos investigadores da Universidade de Stanford foi ajudar ao debate sobre os benefícios para saúde dos alimentos biológicos, uma questão que permanece em aberto. A equipa encontrou várias limitações ao seu trabalho, como a heterogeneidade dos estudos, baseados em diferentes métodos de teste e mesmo de agricultura biológica. Segundo a BBC, o estudo é criticado por ser inconclusivo. 

Na verdade, a ideia para a investigação surgiu depois de cada vez mais pacientes de Bravata – que além de investigadora também é médica – lhe perguntarem o que seria melhor para a sua saúde e de não haver uma resposta.

“Esta é uma pergunta recorrente durante as consultas ou ainda nos fóruns de discussão”, contou ao PÚBLICO Alexandra Bento. Ainda assim, a nutricionista e bastonária afirma que “nunca recomendaria um alimento biológico face a outro convencional”. Na sua opinião, na altura da compra é o consumidor quem decide. “Tudo depende do que para nós tem mais importância, se o preço ou se, por exemplo, formos mais sensíveis ao sabor”, uma questão que, para si, “não é de descurar”. 

Segundo Alexandra Bento, “é de incentivar a pequena horta para quem tem essa possibilidade”. “Se colher um tomate, ou uma alface ou laranja no estado de maturação ideal e se a consumir imediatamente, esse alimento terá uma riqueza nutricional máxima.”

Os cientistas norte-americanos quiseram dar mais informação às pessoas, não desencorajá-las a consumir produtos biológicos, explicam. “Se olharmos para lá dos benefícios na saúde, existem muitas outras razões para consumir alimentos orgânicos em lugar dos convencionais”, acrescentou Bravata, referindo benefícios ambientais e de bem-estar animal.

fonte:http://ecosfera.publico.clix.pt/

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Sábado, 19.05.12

O Governo regional tem como objectivo, no que respeita à agricultura biológica, alcançar os 500 hectares até 2015.

O director regional de Agricultura, que participou em várias iniciativas integradas no Food Revolution Day, informou ainda que, neste momento, existem cerca de cem produtores biológicos na Madeira e que outros tantos têm um projecto de conversão em mãos. Potencialmente, os 200 hectares actuais podem duplicar em breve.

O Food Revolution Day teve, hoje, duas etapas. Uma no santo da serra, outra no Funchal.

Bernardo Araújo visitou há pouco o wokshop ‘Cooking with kids’, no Funchal. Uma acção que teve grande adesão.

O governante disse, na ocasião, que os objectivos da adesão da Secretaria dos recursos Naturais ao Food Revolution Day haviam sido plenamente atingidos e passam pela sensibilização para a qualidade alimentar. No caso, quase sinónimo de biológico. “A alimentação saudável é também encontrar produtos saudáveis.”

fonte:http://www.dnoticias.pt/

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Terça-feira, 08.05.12

Um grupo de alunas do 1.º ciclo da licenciatura em Ciências da Educação, da Universiade da Madeira (UMa) promoveu, esta tarde, um debate sobre "Os desafios da Agricultura Biológica".

A iniciativa, no âmbito da unidade curricular de 'Educação Ambiental e Sustentabilidade', ministrada por Hélder Spínola, contou com a participação de dois testemunhos externos à Academia. Foram oradores a engenheira Guida Henriques, agricultora em modo de produção biológica e José Carlos Marques, técnico da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais (SRARN).

Refira-se que a UMa tem um curso específico de agricultura biológica com quem os serviços da SRARN estão articulados.

"Agricultura Biológica, a solução mais lógica para os desafios actuais" foi o tema desenvolvido por José Carlos Marques para quem ainda é possível baixar os custos de produção biológica.

"Vou apresentar um estudo [de um instituto norte-americano] que prova que a agricultura biológica pode ter custos de produção mais baixos", disse. Tudo depende da gestão de recursos.

João Carlos Marques acredita que o caminho da produção biológica está em ascenção até porque os produtos químicos fertilizantes estão cada vez mais caros porque associados ao preço do petróleo. Usar as leguminosas (como as favas e as ervilhas) como fertilizantes é a alternativa.

Por seu turno, Guida Henriques, responsável pela unidade de produção biológica 'Quinta do Mitra' disse que a produção biológica está em crescendo na Madeira. No último ano cresceu entre 20 a 30% mas tudo depende da lei da oferta e da procura. "Precisamos de um 'empurrão' ainda maior", reconheceu.

Guida Henriques desmistificou a ideia de que é possível fazer agricultura biológica em espaços exíguos como aqueles que a autarquia funchalense tem disponibilizado (hortas urbanas). É que, "para fazer agricultura biológica é preciso ter mais conhecimentos", referiu. Por exemplo, no combate às pragas mas também na escolha certa da rotação de culturas para o mesmo terreno, na criação de equilíbrios ambientais, na calagem do solo e na construção certa da estrutura dos solos. Para esta especialista em agricultura biológica, a lógica é preventiva e não curativa.

Guida Henriques convida os consumidores a descobrir a diferença, de sabor, de duração e de aroma entre um produto biológico e outro convencional. E desafia os agricultores a mudarem-se para a produção biológica.

Tal como José Carlos Marques, na óptica do preço final, Guida Henriques acredita que ainda é possível baixar os preços dos produtos biológicos. Tudo depende da concorrência.

"Desde que haja produção pode-se baixar imenso. Dou-lhe um exemplo, neste momento vendo o feijão verde [biológico] a 3 euros e meio ao quilo, se houver mais produtores a fazer o mesmo que eu talvez baixemos para dois euros", rematou.

fonte:http://www.dnoticias.pt

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Sábado, 14.04.12

A produção de produtos biológicos, em Portugal, cresceu 60% em 2011, de acordo com a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que falava durante uma prova de produtos biológicos a bordo do Navio Escola Sagres e organizada pela associação de agricultores biológicos da Beira Interior.

Segundo Cristas, a agricultura biológica está em “franco crescimento” em Portugal, sendo “exemplo do dinamismo da agricultura portuguesa”.

“[A agricultura biológica] é importante para o consumidor, que se sente seguro ao comprar biológico, é importante para o ambiente, uma vez que as culturas são fertilizadas apenas com compostos orgânicos, e é importante para a economia portuguesa, que pode aumentar as suas exportações para os maiores e mais exigentes mercados europeus”, explicou Cristas.

Na mesma visita, a ministra do Ambiente, Mar, Agricultura e do Ordenamento do Território disse ainda que o preço da água canalizada não aumentará em 2012 e que continua empenhada em facilitar o acesso à terra, em regime de arrendamento, do porte dos agricultores que não tenham terrenos.

Aqui, a prioridade será dada aos jovens e à produção biológica. 

fonte:http://www.greensavers.pt/

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Domingo, 01.04.12

Carlos Sequeira, primeiro produtor em modo biológico em terrenos do concelho de Loures, recebeu, no dia 21 de março, a visita da Câmara Municipal de Loures. Na exploração agrícola que detém na Apelação não são admitidos adubos químicos, nem pesticidas, numa tentativa de respeito pelo equilíbrio da natureza.

Carlos Sequeira, de 41 anos, adquiriu recentemente a certificação pela produção agrícola em modo biológico por parte do organismo de certificação SATIVA.

Por essa razão, recebeu, no dia 21 de março, a visita de Emília de Figueiredo, vereadora do Departamento de Atividades Económicas e Turismo da Câmara de Loures, assim como de Jaime Ferreira, Presidente da Agrobio - Associação Nacional de Agricultura Biológica -, e de Nelson Silva, em representação do Departamento Técnico daquela associação.


“Estamos perante um jovem empreendedor e são exemplos como este que devem ser destacados”, realçou Emília de Figueiredo. “Estamos aqui hoje para dar a conhecer e valorizar a qualidade e a diversidade da agricultura biológica produzida no concelho de Loures”, acrescentou a autarca.

É num terreno de um hectare, bem no centro da Apelação, que fomos encontrar Carlos Sequeira. “Este é o meu mais recente projeto”, revela com orgulho o produtor. “Fiquei sem emprego e decidi enveredar por esta atividade, aproveitando todas as potencialidades deste terreno herdado do meu avô”.

E porquê a agricultura biológica? “Sempre me interessei por esta temática e a minha alimentação costuma ser bastante cuidada, regendo-se pelos princípios da agricultura biológica. Além disso, há quatro anos frequentei uma formação em agricultura biológica na Agrobio.”


Carlos Sequeira explica que foi apenas há quatro meses que começou a colocar sementes na terra. Por essa razão refere ainda não ter estado presente no Mercado Agrobio, apesar de já ter fornecido os seus produtos a outros produtores para ali serem vendidos. “Ainda não reuni as condições nem a quantidade de produtos necessários para montar uma banca no Mercado”. De qualquer forma, revela, “no dia 31 de março lá estarei”.

O Mercado Agrobio, organizado pela Câmara de Loures, em parceria com a Agrobio, realiza-se todos os sábados, entre as 9 e as 14 horas, na Praça da Liberdade, em Loures, frente aos Paços do Concelho. Facilitar o acesso aos produtos de agricultura biológica e o incentivo à produção e consumo locais, de produtos frescos e da época, são os objetivos principais.


No seu terreno, que conta com duas estufas de germinação, Carlos Sequeira produz um pouco de tudo: tomate, pimento, alface, coentros, cominhos, manjericão, rúcula, e agrião, entre muitos outros produtos. A formação, essa nunca é descurada, estando atualmente a frequentar um curso de HACCP. “Quero estar apto a fabricar pão e doces biológicos”, explica o produtor.

Acérrimo defensor da Agricultura Biológica, Jaime Ferreira, frisa: “A agricultura biológica é uma agricultura com futuro. O mercado é crescente, as pessoas estão cada vez mais interessadas neste modo de produção, e os produtos não têm de ser necessariamente mais caros.”

“Não tenho dúvidas de que o Carlos Sequeira irá funcionar com um exemplo a seguir. Muitas vezes as pessoas precisam de ter acesso a um caso real para verificarem que funciona. E podem ter a certeza que é muito mais fácil começar a prática agrícola pela agricultura biológica do que mudar da convencional para a biológica”, refere Jaime Ferreira.


Entre as principais razões para se enveredar pela agricultura biológica, o presidente da Agrobio enumera: “é mais sustentável e como está a ser praticada, cada vez mais, junto dos grandes centros urbanos e de importantes polos de escoamento como lojas, escolas ou empresas, contribui para a redução da pegada ecológica. É um tipo de agricultura que está mais direcionada para o consumo local, de venda direta e cadeia curta”, explica.

Além disso “ao contrário da agricultura convencional, os produtores biológicos seguem um caderno de normas rigoroso, verificado por organismos de controlo e certificação, segundo a legislação europeia de Agricultura Biológica”, acrescenta Jaime Ferreira.

Sobre a Agricultura Biológica


Os excedentes agrícolas, a desertificação humana das regiões desfavorecidas, o esgotamento e erosão dos solos, a poluição das terras e águas, a redução da biodiversidade, a contaminação de produtos, foram os principais motivos que levaram à procura de modelos de desenvolvimento sustentável com regras, princípios e práticas que noutros tempos eram usados e que agora fazem parte da Agricultura Biológica. 

A agricultura biológica tem como base o reconhecimento da existência em comum da saúde do solo, dos animais e dos seres humanos, não descurando os ecossistemas agrícolas. A não utilização de adubos e pesticidas químicos de síntese, promotores de crescimento, como por exemplo hormonas e antibióticos, de aditivos e conservantes, de alimentos e organismos geneticamente modificados, faz da agricultura biológica um modo de produção que respeita a vida e o ambiente, promovendo a biodiversidade.


Portugal possui uma conjuntura favorável a este tipo de agricultura, pelas suas potencialidades climáticas, pela diversidade de fauna e flora ainda existentes e, acima de tudo, por que muitas das formas tradicionais de produção são muito próximas do modo biológico. Também a existência de espécies, variedades regionais e raças autóctones poderão constituir pontos fortes para a expansão deste tipo de agricultura.

 fonte:http://www.cm-loures.pt/

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Domingo, 11.03.12

O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, assegurou hoje que, "no final da próxima semana", os produtores pecuários de produção biológica e integrada vão ser autorizados a dar complementos não orgânicos aos animais, sem perderem ajudas.

"Claro que, num ano normal", a agricultura biológica e a produção integrada só podem "usar fatores orgânicos", mas, sublinhou o governante, este "é um ano de exceção", de seca, em que "é necessário muito bom senso e solidariedade no setor e a nível nacional".

José Diogo Albuquerque falava aos jornalistas durante uma visita a uma exploração agrícola alentejana, o Monte do Tojal (Évora), onde reuniu com produtores pecuários e agricultores da Associação Nacional dos Produtores de Cereais (ANPOC).


fonte:http://aeiou.expresso.pt/

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